DOR E SOFRIMENTO 2/2

  Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, aí do homem por quem o escândalo venha. (Mateus 18:7)  

 Nas religiões onde Deus não pode ser representado por imagem alguma (Judaísmo, Budismo, Taoísmo, Druidismo, Espiritismo etc.), é formulado o conceito absoluto elevado ao Amor Universal, estabelecendo a comunicação com o Todo através da Natureza que induz à religião cósmica.   O existencialismo ateu de Sartre é uma frustração dialética. São posições ambivalentes, daí as popularidades das frustrações. Falar em transcendência do homem e ao mesmo tempo negar o transcendente é solipsismo (além de nós só existem as nossas experiências), ora, a tese da dimensão ontológica dele é: “Existo no meu corpo; meu corpo é utilizado e conhecido por outros; existo por mim como conhecido por outros em forma de corpo” e é esta a condição humana descrita por ele já que afirma que os outros nos coisificam, nos transformam em objetos, nos tiram a liberdade de sermos nós mesmos, isto é: humanos. E nós perguntamos: Cadê a alma? Sumiu? Ficamos “desalmados?” Ora, as palavras ditas pelo Divino Nazareno “Não tornes a pecar” e “Teus muitos pecados foram perdoados” significa que o sofrimento dos curados era devido aos pecados cometidos, os quais chegaram ao término da expiação, logo suas dores eram expiatórias ou purgatórias. Podemos inclusive afirmar que todas elas funcionavam como “auxílio” para o progresso do Espírito encarnado ou não. Aí está a Alma e, com certeza, não coisificada como Sartre propôs. 

 O sentido de pecado veio da Suméria através do veneno das vísceras sacrificadas ao deus Abú. Nas procissões as mulheres nuas seguiam o carro da deusa parturiente de cem ventres, carregando oferendes para os outros deuses de onde nasceram os festins de Eros. Tanto ontem como hoje, a imantação fluídica atrairá aqueles que precisam “purgar” seus débitos de forma que as forças magnéticas da ocorrência os ajudem a resgatar antigos compromissos. Isto explica por que nas catástrofes uns vão e outros ficam.   Na atualidade, vemos que em muitas igrejas diversos adeptos possuem uma espiritualidade que é apenas forma, uma capa para esconder a intenção real e profunda dos interesses pessoais e materiais destas pessoas, cujas intenções endurecem o Espírito daqueles que fazem uso destas artimanhas. É o que também atrai o sofrimento. 

 Voltando às palavras do Cristo Jesus confirmando que toda dor é reflexo da imperfeição humana, deduzimos então que toda dor é benéfica, pois nos mostra onde devemos burilar nossa alma para atingirmos a bem-aventurança prometida pelo nosso Amado Mestre.  Dessa forma, concluímos que, tanto ontem como hoje, o dever cumprido é o guardião da felicidade porque o tribunal da consciência do infrator é implacável e não há como negar tal fato. 

Assim sendo, a dor é inerente à humanidade e o sofrimento passa a ser opcional dependendo de como se encara essa dor.   

 

(A Banca do Livro Espírita)   

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