DEUS SEMPRE PRESENTE


   
Os dogmas de redenção, por meio de rituais, de objetos e formulas, são remanescentes dos antigos mistérios do Império Romano, que em grego era dito mysterion e em latim sacramentum, cujos centros eram Delfos, Eleuses, Templos de Isis e Osíris, os órficos, os pitagóricos e etc. porque os ritos esotéricos conferiam pureza e santidade aos participantes.    

Há de se saber, também, que a palavra “milagre” vem do latim “miraculum” e significa “o que se admira”, que tanto pode ser sobre uma frase, uma sentença, um feito heróico ou um ato físico admirável. Pois bem, conforme o livro secreto de Enoch, os anjos caídos, isto é, anjos rebeldes que seguiram Satanael, são em número de doze e cada um teve uma função de ensino dirigida aos humanos que precisavam aprender. Assim temos Araquiel que ensinou os signos da terra; Armaros que ensinou como solucionar um encantamento; Azazel que trouxe a arte dos cosméticos; Barqel ensinou a astrologia; Ezequeel o conhecimento das nuvens; Gadreel a confecção das armas de guerra; Kokabeel o mistério das estrelas; Penemue ensinou a escrita; Sariel o conhecimento da Lua; Semjaza os encantamentos herbais e Shamshiel que ensinou os signos do Sol. Ainda conforme este mesmo livro existe quatro estrelas reais para os guardiões e senhores dos quatro pontos cardeais e que são: Estrela Aldebaran que rege o equinócio vernal – Leste; Regulos para o solstício de verão – Sul; Antares para o equinócio de outono – Oeste e Formalhaut para o solstício de inverno- norte. Os senhores dos quatro elementos, só para finalizar este quadro, são Gob para terra, Paralda para ar, Ddin para o fogo e Necksa para água. Também temos que o prefixo “D” nas tradições antigas indicava divindade. Dessa forma temos ligação da deusa irlandesa Dana (D+Ana) com a deusa mediterrânea Diana (Di+Ana). Diana deriva do latim “diviana” (Divina Ana). Veja Demetrio, Dionísio (Dio em italiano é Deus), Dédalo e etc.

Sabe-se que Deus é do tamanho do nosso entendimento. Na medida em que vamos evoluindo vamos descobrindo novas “faces” do mesmo Deus, portanto, não é Ele que muda e sim nosso entendimento sobre Ele. Com o nome que Lhe damos também se dá o mesmo. Tanto faz evocarmos Deus, Alá, Tupã (estes são conhecidos) ou Govanhon (Grã-Bretanha), Goibnin (Irlanda – Deus da forja e que fornecia armas para a guerra), Senhor dos Exércitos do Antigo Testamento ou qualquer outro que se denomine. Tem-se, como se percebe, assimilações de um povo para outro. Veja que para Diana era-lhe oferecido oferendas para um parto fácil e no Catolicismo temos o sincretismo com Nossa Senhora do Bom Parto, Atimite (Etrusca) com Artémis (Grega) e Fadas, Lasa e Lares tem seus similares um com outro, Grande Deusa, Deusa Mãe, Virgem da Primavera, Senhora da Colheita e Maria Mãe de Deus também tem seus similares. Guaraci (Sol), Jaci (Lua) e Rudá (Amor) correspondem à Trindade da Criação e por ai vai.

Se formos catalogar todas estas semelhanças encheríamos folhas e mais folhas de anotações e não é esta a nossa intenção. A idéia é mostrar aos que se acham únicos na graça de Deus que independente da religião Deus está presente não importando o nome que dermos a Ele. É evidente que o certo e errado, ou bem e mal é variado conforme a cultura de cada povo e isso quer dizer que toda verdade é fragmentada e que a Verdade Absoluta ainda está longe do nosso alcance. Tudo bem que um dia chegaremos lá, mas enquanto não chegamos não custa respeitar a crença alheia não se colocando como os únicos salvos e que os outros estão excluídos do paraíso, porque com certeza, Deus estará presente em todos os atos de louvação e adoração, independente repetimos, de como O chamamos.      
Isto nos lembra um monge que cuidava com muito amor do jardim do mosteiro transformando-o em um belíssimo recanto para orações, meditações e coisa e tal. Um dia, recebendo a visita de um sacerdote para vistoriar o trabalho do jardineiro, ouviu a exclamação espontânea de que Deus vivia naquele lugar e o monge, com toda sua humildade e simplicidade, disse sem pestanejar que Deus vive onde O deixam entrar.  Sim! Pense! Não existe espaço, ponto ou local em que não se tenha a presença de Deus. 
                                                                              MUITA LUZ!


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