PELO RETROVISOR DO TEMPO



Fomos levados a um lar onde havia um homem acamado, imóvel, mexendo apenas a cabeça e com o resto do corpo totalmente paralisado. Não atentamos para o motivo que o vitimou para este estado. Vitimou não é bem o termo porque aprendemos que neste mundo não existe vitimas, então diremos que não nos preocupamos com o motivo que o trouxe a este estado e que, o que nos chamou a atenção foi o Amor irradiado pela esposa ao cuidar dele.
O cuidado com as feridas que apareciam devido à imobilidade, mesmo com ela mudando-o de posição a cada curto espaço de tempo; o banho trabalhoso de corpo inteiro; as roupas de cama sempre limpas; a troca de fraldas; o quarto asseado e cheiroso agradavelmente; o arranjo floral de solitários nos criados-mudos; alimentos não sólidos servidos na hora certa e com paciência; o medicamento ministrado com vibrações de desejo de saúde e, enfim, era nítido o cuidado amoroso que ela lhe dispensava em todos os sentidos.
 Sua oração mental era singela, simples e comovente, porém poderosa em seu pedido para que Deus lhe desse ânimo e forças para cuidar deste homem que ela tanto amava. Pedia também para que ele suportasse resignadamente este infortúnio e que nunca, ele, perdesse a confiança no Pai Eterno, pois que o Criador, com certeza, estaria lhe reservando boas coisas para o amanhã. O marido recebia e sentia estas vibrações enviadas pela mulher que ele também amava, aliás, mais do que a própria vida e pedia a sustentação divina como fortalecimento e agradecimento por ter este anjo ao seu lado, mesmo não sendo merecedor. Diariamente e sempre no mesmo horário, ela lia para ele algo do Evangelho aberto aleatoriamente para comentários que ela mesma tecia inspiradamente sobre o assunto discorrido, e neste dia, ela leu João 8:51 (“Em verdade, em verdade vos digo que se alguém guardar a minha palavra nunca verá a morte”). Após seus comentários enaltecendo a fé, complementou seu pensamento com João 8:51 e 11: 25 e 26 (“Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá”). Ao ouvirmos seu raciocínio entendemos porque Jesus nos habilitou para sermos ministros de uma nova Luz (2 Coríntios 3:6) para promover a era do Espírito e não da letra, porque a letra passa, engana e mata, mas, o Espírito vivifica porque é Eterno, pois, como disse João, a carne para nada se aproveita (João 6:63) a não ser para ajudar o Espírito a evoluir, porque, ele, o corpo, é pó e voltará á terra que o “gerou”,  e o Espírito chegará até o Pai Santo que o criou (Eclesiastes 12:7 e Genesis 3:19).  

A paz reinante naquele ambiente era contagiante. Qualquer pessoa que ali entrasse sentir-se-ia reconfortada porque, automaticamente, Deus viria ao nosso raciocínio fazendo-nos perguntar o porquê diante de tal sofrimento a grandeza daquela fé que suporta os revezes da vida com alegria e amor. A dedução que nos vinha, era simplesmente, a resposta daquilo que Deus não deveria ser, pois se acreditamos que Ele é a Poesia que dá origem aos Versos, então, todo Seu Magnânimo Amor deveria estar contido na Justiça Infinita. Assim sendo, o egoísmo, a vaidade, a vingança, o castigo, a inveja, o preconceito, a preferência por este ou aquele, o desprezo, a intolerância, a mágoa, a mentira, a falsidade, enfim, os defeitos pertencentes aos humanos não podem fazer parte dos atributos deste Ser que formou toda esta harmoniosa estrutura de vida. Aliás, Ele não pode ter defeitos, pois se tiver um que seja, deixaria de ser o Deus que Ele apresenta ser devido ao próprio exemplo que o Universo nos dá. Como conseqüência do nosso raciocínio, deduzimos que todo sofrimento tem sua causa originada pelas nossas ações, intenções, atitudes, enfim, que somos os construtores de nossas venturas e desventuras.

Os nossos erros revelam nossa fraqueza sem anular nossas virtudes e são justamente elas (as virtudes) que se destacam no retrovisor do tempo, auxiliando-nos a entender o hoje, baseado no nosso ontem para programar o amanhã. Escrevemos nossa história no livro da vida através do livre-arbítrio que possuímos e isso é uma verdade incontestável. Não há como fugir desta lei.  
                                                                         MUITA LUZ!
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