A CRUZ

O uso da cruz como símbolo religioso em temas anteriores ao cristianismo pode ser considerado, quase que em sua totalidade, como relação à adoração  da natureza. A suástica gamada, por exemplo, e em especial no hinduísmo, simboliza o fogo ou o Sol, por sua rotação diária, bem como o relâmpago. Para eles, inclusive os astecas, celtas, budistas, gregos, conforme consta nas historias, seus braços representam o movimento.
A Ankh egípcia simboliza a vida. Corresponde também à cruz dual de Isis, deusa grega da natureza, da maternidade e da magia. É a cruz Tao de Osíris, deus grego da vegetação e do além. A cruz ansata tem a representação da eternidade e é a “chave da vida” porque mostra a união do feminino ao masculino, ou a vida em criação. Na religião Wicca ela é utilizada como amuleto, simbolizando proteção, fertilidade, reencarnação, amor, vitalidade e saúde.
No século IV a cruz cristã se tornou, pouco a pouco, o símbolo para representar o mistério da salvação. Ela substituiu a preferência anterior como a figura do pastor, do peixe, da ancora e da pomba para representar o cristianismo. Se estudarmos os tipos de cruzes existentes no mercado religioso, vamos encontrar mais de cem tipos e só no cristianismo é que ela representa o sofrimento e, conforme consta nos evangelhos, somente após a morte de Jesus nela.
A religião oficial é o resultado de negociações e junções de diferentes culturas, notadamente a judaica, onde se transformou a mensagem inicial do Cristo para as conveniências do momento, nos mostrando que os evangelhos de Jesus sem Jesus foi multifacetado, pois, enquanto os apóstolos focaram nos milagres e curas, Paulo nada menciona sobre estes acontecimentos.
Para todas estas diversidades de idéias e mais outras que não vale a pena relatar foi-se tentando soluções através das reuniões conhecidas como concílios, inclusive, o primeiro de que se tem noticia foi em 49, onde os dois pólos se encontraram em Jerusalém para tentar um acordo, mas que, infelizmente ou não, foi um verdadeiro fracasso.
Jesus está em toda parte. Na historia, nos roteiros de filmes e novelas, nas canções, nas rádios, nos livros, na TV, em adesivos, nas camisetas, na boca do povo. Vemos o Cristo retratado, falado, imaginado e apresentado de varias formas, o que nos leva a refletir sobre o dialogo de Alice no País das Maravilhas com o coelho onde ela pergunta quanto tempo dura um infinito e o coelho responde que as vezes, dura apenas um segundo. Percebe quanta verdade existe neste dialogo? Não depende do ponto de vista de quem esta vivendo este momento?
Em Mateus 16,24; Lucas 9,23; Marcos 8,34 e 10,21 lê-se a exortação de Jesus para que cada um pegue a sua cruz, carregue-a e siga os passos do Nazareno. Perguntamos como ele poderia ter dito tais palavras se cruz passou de aparelho de tortura para instrumento de martírio após a morte dele nela? Não é uma frase dúbia? Não vai de encontro com a resposta do coelho para Alice?
Enquanto não entendermos que os evangelhos são obras de referencia e não um documento histórico aceito pela ciência, os corações que o propagam não o têm realmente como um paradigma a ser seguido e amado, pois está nítido que colocamos não só estas palavras a que nos referimos, mas muitas outras em sua boca? Será que isto foi feito por interesses de fazer valer sua divindade? Acreditamos que sim!
                                                                                                                   PAZ E LUZ!
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