MEDIUNIDADE 2/2

  A Igreja católica patrocinava a venda das indulgencias e garantia aos fiéis a compra de tesouros celestes a peso de ouro, o que fez com que surgissem os protestantes que, mediunicamente, formaram a Igreja reformada. Hoje há diferença? Somente no método porque vemos diversas bandeiras religiosas, mesmo se dizendo cristãs, patrocinarem a política do mercantilismo fazendo jus ao moderno capitalismo, esquecendo-se do “dai de graça o que de graça recebestes” ensinado nos Evangelhos, mas, graças à Lei do Progresso, todo conhecimento adquirido de “fora para dentro” traz sofrimento, porém, o próprio sofrimento ilumina de “dentro para fora” trazendo a Luz no conhecimento adquirido gerando assim mais entendimento sobre a vida. 

 A crença em um poder superior é instintiva no ser humano fazendo-o procurar respostas, muitas vezes e quase sempre, no misterioso e sobrenatural para aquilo que não compreende, gerando assim a crença em divindades ou pessoas que possam auxiliá-los na compreensão do não compreendido e a mediunidade não foge à essa regra já que o médium é visto como ser excepcional.   

 Existe um proverbio inglês que diz que “a sociedade tolera com mais facilidade um buraco no caráter de uma pessoa do que um furo na sua roupa” demonstrando a inversão de valores existente no social. No religioso é diferente? Não acreditamos! E mediunicamente? Também não vemos diferenças. Se compararmos a proibição de Moises na consulta aos mortos (Deuteronômio 18:9-14) com o rigor apresentado por Kardec no Livro dos Médiuns capítulos 273 a 275 não encontraremos muitas diferenciações, pois até hoje o abuso mediúnico é existente porque não se concebe que a mediunidade, antes de ser desenvolvida, deve-se precedentemente de tudo, ser educada.   Aristóteles já dizia que “o ignorante afirma e que o sábio dúvida” nos mostrando que a sabedoria tem dúvidas e que só o ignorante tem certeza. Assim, tanto ontem como hoje, de adoradores das forças naturais da Natureza como deuses a administradores do misticismo, do sobrenatural e do maravilhoso a líderes religiosos de hoje é apenas um hiato, pois o ser humano, sempre pronto a tirar vantagem de tudo o que puder, explora a ignorância dos “menos sabidos” desde que o mundo é mundo e o que são estes que se colocam nos púlpitos com boas ou más intenções se não os “sacerdotes” do passado? 

  Não se esqueça de que quando somos dominados pelos instintos somos seus escravos e são eles que determinam o que somos, além de atraírem, mediunicamente, aqueles que nos acompanham, mesmo que invisivelmente, em nossa existência. 


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