DESCOBRINDO-SE





Lembra do nosso irmão que queria escrever mensagens espirituais para mudar o mundo?  (Reflexão “O Que Farias?”). Pois bem, aqui está ele novamente só que agora casado e com filhos. Vamos a ele:

Não perdeu a mania de escrever seus pensamentos. Vez ou outra se colocava à mesa, relaxava e escrevia. Como era apaixonado pela esposa, só falava dela: “Aceita-a como esposa? (escreveu ele) perguntou o Padre e diante do meu sim alegre ele confirmou que somos marido e mulher até que a morte nos separe. Coitado do Padre, como errou. Hoje entendo que nem a morte poderá me separar desta mulher que é minha companheira de alegrias e tristezas, desse anjo fiel que me acompanha em varias encarnações como meu guardador. Obrigado Senhor por me dar este presente e que eu faça jus em respeitá-la sempre. Amem.



Como se percebe, ele parou de querer imitar os outros e está sendo ele mesmo. O que fez com que tomasse esta decisão foi uma historia contada em seu núcleo de estudos. Disse o instrutor:

 -“Existem certas horas que a paciência, por mais difícil que seja, é a única maneira de suportar e vencer determinados desafios. Esta historia demonstra a virtude de saber esperar. Ouçam: Duas rãs caíram dentro de uma jarra de leite. Uma era grande e forte, porem, impaciente. Confiando na sua força lutou a noite inteira debatendo-se para escapar. A outra era pequena e frágil e como sabia que não teria energias para esta luta, resolveu acalmar-se e com suas patas fez apenas os movimentos necessários para manter-se na superfície porque aprendera no seu dia a dia que quando não se pode fazer nada, nada se deve fazer a não ser esperar. E assim, as duas passaram a noite, uma na tentativa desesperada de salvação e a outra aceitando o momento com tranqüilidade. Exausta, a rã maior não agüentou e morreu afogada e a outra conseguiu boiar a noite inteira. Na manha seguinte reparou que os movimentos da companheira haviam transformado o leite em manteiga e tudo o que teve de fazer foi pular para fora da jarra.



Queridos companheiros de estudos (continuou o palestrante), isto nos lembra o que a vida nos conta de um aprendiz que procurou seu mestre pedindo ajuda para resolver seu problema, o qual considerava de extrema importância e grandeza. O mestre respondeu: -“Como posso ajudá-lo? Eu posso saber como me comportar diante de determinadas situações, mas, esta é a minha maneira de agir. Se você está procurando crescer, procure observar os outros, mas jamais queira agir exatamente como eles. Cada pessoa tem um jeito de percorrer o seu caminho que é diferente para cada um. Não nos transformamos em mestres porque sabemos repetir o que os outros mestres fazem, mas porque aprendemos por nós mesmos. Descubra a sua própria luz ou passará o resto da vida sendo um pálido reflexo da luz alheia...”



E ele deduziu que a transformação da consciência começa com a partida para um objetivo, fixa-se na realização e se completa na atividade para não perder o ganho adquirido, porque, é da busca, do desafio e da determinação que surge o herói, pois, o discernimento nos faz encontrar nosso caminho ao trilharmos com inteligência os caminhos já percorridos pelos outros. 



                                                     

                                                                 MUITA LUZ!  



    

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