CARIDADE
“Use o tostão que sobra / e que em nada te aproveita / dar sempre é exemplificar / a caridade perfeita! Caridade é perdoar / a quem te causa uma dor / é converter todo o espinho / numa braçada de flor! Caridade, enfim, na Terra / é buscar a perfeição / a perfeição de si mesmo/ no templo do coração!” (Casimiro Cunha / Chico Xavier).
Kepha é dialeto siríaco, Petra é em grego, Petru em latim e Pedro em português e todas tem o significado de pedra. Como se percebe neste pequeno exemplo, as palavras variam de região para região porque expressamos através do som aquilo que desejamos designar. Agora, o sentimento... Hah! O sentimento... Esse se expressa de varias maneiras e é entendido em qualquer lugar do mundo, pois a sua linguagem é universal porque vem do intimo a sua expressão. Vindo do recôndito da alma, ele pode variar na manifestação. Do ódio ao amor, do animal ao anjo, qualquer que seja sua variação, está sempre revelando nossa evolução espiritual.
O sublime do sentimento é o Amor. É ele que move montanhas. É certo que o ódio também move, mas ele despedaça o que movimenta e o Amor, além de conservar, engrandece, multiplica, vivifica e une tudo e todos no Criador. O Amor é força que agrega e o ódio, força que destrói.
Veja a diferença do que sentimos quando falamos de Hitler e Francisco de Assis, de Gengis Khan e Madre Tereza de Calcutá. Ainda é o Amor a força motriz que impulsiona os seres a transformar-se rumo ao infinito divino, ao infinito sublime da criação, ao infinito da nossa própria consciência, que nada mais é do que centelhas emanadas do Criador de tudo que é Deus!
Nascemos com o sentimento do Amor como Instinto, onde buscamos a reprodução e conservação da espécie, e, na medida em que evoluímos, vamos transformando-o em sentimento sublime onde buscamos nosso Deus através da aproximação com nossos semelhantes sendo a caridade o elo dessa união divinal.
O amparo aos desafortunados, aos órfãos, à viúva, ao ancião é manifesto de caridade através do amor ao próximo. Um sorriso, ombros amigos, ouvidos que sabem ouvir, boca que sabe calar, língua que sabe falar e braços estendidos, prontos para abraçar e envolver com ternura corações que procuram nosso abrigo para seus íntimos, também é caridade fraterna que nada custa, nada gasta. Ao contrario, soma mesmo não gastando nada.
Mesmo a esmola que damos, ou água para o sedento, pão para os esfomeados, ou vestes para os desnudos, são parcelas fragmentos do Amor total contido em nosso coração que busca encher-nos com sua plenitude através destas pequenas ações.
Caridade, enfim, como diz Casimiro de Abreu, é buscar a perfeição pelos caminhos do coração, desenvolvendo o Templo do Amor para onde levaremos nosso Espirito em Oração ativa, pois como a própria palavra diz, ação significa movimento e orar é se aproximar do Pai. Assim, orar+ação é sinônimo de caridade e caridade é a porta para o nosso encontro com... A gente mesmo no amanhã!



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