QUE DEUS É ESSE?
“Havia um homem rico (...) um pobre chamado Lazaro (...) os dois morreram (...) na região dos mortos o rico levantou os olhos e viu Abraão com Lazaro ao seu lado. Então gritou: “Pai Abraão, tem compaixão de mim! Mande Lazaro molhar a ponta do dedo para me refrescar, porque sofro nestas chamas” (Lucas 16, 19-31).
Esta parábola é muito extensa para colocá-la inteira, então, por favor, leia-a no Evangelho e descobrirás que a mesma dá margem à inúmeras perguntas sobre Deus e seus atributos, principalmente o de Justiça e o do Amor. Para mim, a pergunta que se destacou violentamente em meu raciocínio foi: “Que Deus é esse?” Explico:
Nas leis humanas o delinqüente, após ser condenado e recolhido ao presídio, tem a chance de reconciliar-se perante a justiça e de se reintegrar no convívio social e nas leis desse deus apresentado, o perdão e a chance de reconciliar-se com quem quer que seja não existe.
Outra coisa: pessoas de varias religiões concordaram com a frase que escrevi afirmando que o amor de mãe é tão puro que nem a morte pode acabar com ele (Honrar Pai e Mãe). Pois bem, então recorro a esse raciocínio imaginando uma mãe venturosa, no paraíso, vendo ou sabendo que um filho muito amado estaria padecendo, eternamente, penas infernais.
Como você se sentiria vendo ou sabendo que uma pessoa muito amada estaria sofrendo cruelmente e sem nenhum processo de auxilio? O paraíso, neste caso, seria o local de delicias e deleite ou de tristezas? Como você poderia estar feliz se sabes que eu sofro dores atrozes? Mesmo não me conhecendo você se compadece, estou errado? Agora imagine se fosse com alguém do teu bem querer? Pois é! A pergunta que deus é esse que vira as costas para um filho que lhe implora o perdão gera a resposta de que não é um deus que merece ser amado e sim temido e, talvez, até odiado.
Vamos por outro lado. Dizem que Deus é onisciente, isto é, que ele sabe de tudo por antecedência e eu acredito, pois é um atributo que não pode faltar a um Deus que vive na eternidade dos tempos mentais do ser humano. Isto posto, continuemos: Se Ele sabe tudo de antemão, então, sabe se nós vamos vencer ou fracassar em seus propósitos (não dizem que Deus tem uma proposta de vida para cada um de nós?) ora, assim sendo, ele é bem sádico em criar um ser que ele sabe que vai fracassar e colocá-lo no mundo das tentações e dizer-lhe: “Quero vê-lo no inferno”. Oh! Não! Deus não diria isso! Diria, estou dando-lhe todas as chances de vir até mim e se não aproveitares... Azar o seu! Mas, o que digo? Também não seria assim! Seria mais ou menos como um pai que coloca um filho na “corda bamba” da vida com um monte de açoites a castigar-lhe os desejos do subconsciente, ou de ventos a soprarem para derrubá-lo e assim, após o fracasso da travessia, ele simplesmente dizer: “Não és meu filho, porque se fosses não terias perecido” e eu lhe responderia que nesse caso, não fui eu o mau filho e sim que ele não foi um bom pai porque me criou propenso a cair e que depois da queda... Esqueceu-me, fazendo-me perguntar sempre: QUE DEUS É ESSE? Pense nisto!
PAZ E LUZ A TODOS!
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